quarta-feira, 5 de março de 2008

Viagem Submarina, ou entre líqüidos

Quanto líqüido uma pessoa deve beber por dia? Os especialistas divergem. Alguns, dizem que bastam 8 copos, cerca de 2 litros. Para outros, podemos beber entre 3 e 4 litros. Ontem, pelas mais diversas e variadas razões( entre elas uma temperatura de 31 graus)bebi 6 litros de água. Ou 12 garrafas de 500 ml. Sei que devo parar de comprar este tipo de garrafinhas, pois são um desastre para o Meio Ambiente. As garrafas PET levam até 400 anos para se decompor, e infestam cada vez mais rios e mares. Mas há um jeito. Basta guardar uma na geladeira, e enchê-la com água das garrafas grandes de água mineral. Dá trabalho, mas é mais recomendado. Mas beber 6 litros não é nada de mais . Até as 8 da manhã, eu já havia tomado 2 litros, ou 4 garrafinhas. Duas ao acordar, em jejum, e mais duas após o café-da-manhã ( só de frutas, por sinal...). Mais 4 garrafas durante a manhã, até a hora do almoço. Um copinho de 300 ml na rua, seguido de uma jarra que não consegui medir de água mineral, junto com café- outro líqüido- e doces pequenos, tudo isto em uma livraria. Depois, ao voltar para casa, mais 2 garrafas. E outras 2 no final da tarde, junto com o jantar. De modo que foram, na verdade, MAIS de 6 litros, uma vez que não computei o copo de água mineral tomado na rua nem a jarra de água bebida junto com o café. Quanto a este, confesso que tenho o hábito de cochilar durante o dia, fazendo a ''sesta'' após o almoço. Mas a pequena xícara de café ''paulista'' que tomei após o almoço ( em comparação com o café ''carioca'', servido mais suave e mais fraco) sustentou-me durante todo o dia, e parte da noite. Assim, consumindo quantidades muito maiores do que a minha mera xícara de café, as pessoas conseguem sustentar a rotina de seus dias movimentados- muito mais movimentados que os meus...O problema é que o café excita, mas não nos permite descansar realmente. Nos sustenta de pé, mesmo cansados. E, quando vamos dormir ,finalmente, não conseguimos ter um sono relaxante, completo. Os poetas ''românticos'' do século XIX eram movidos a café e absinto. Os ''existencialistas'' sartreanos da Paris pós-Segunda Guerra também eram chegados em um cafezinho, para sustentar suas vidas notívagas. O café também é a base desta civilização ( pòs ? ) industrial em que vivemos, e causa estranheza recusarmos um pequeno café após as refeições. Depois, São Paulo sempre foi chamada ''terra do café''. Hoje é palco de uma verdadeira ''guerra dos cafés'', com a instalação de verdadeiras ''grifes'' de café de qualidade, entre elas a americana Starbucks, a européia Nespresso, e a brasileira Suplicy. Mas o fato é que entre estes dois líquidos se passou mais um dia, e mais uma crônica. Aceitam um cafezinho???